De filha para pai

agosto 16, 2023

O diretor Roberto Farias tem sua memória reavivada pela filha em documentário que estreia em Gramado

O cineasta Roberto Farias (1932-2018) estabeleceu, através do cinema, um canal direto para chegar ao coração do público. Isso se dá em obras que vão do histórico “O assalto ao Trem Pagador” (1962) à trilogia de filmes (1968 a 1971) estrelada por Roberto Carlos. Pois um documentário joga luz sobre o legado desse importante cineasta. “Roberto Farias – Memórias de um cineasta” fará sua estreia nacional, nesta quarta-feira (16), no Festival de Gramado, dentro da mostra competitiva de longas documentais.

A diretora Marise Farias, filha do cineasta, elocubrava sobre o projeto quando uma descoberta deu rumo à narrativa do projeto. Depois de perder o pai, ela vasculhava o computador do diretor quando uma pasta chamou sua atenção. O título era justamente o de “Livro de memórias”.  Ela não se fez de rogada e acrescentou ao roteiro trechos daqueles relatos.

– Para mim, o filme foi um grande aprendizado sobre como ele pensava o mundo, o seu modo de fazer cinema, e como ele atuou politicamente para que o cinema brasileiro conquistasse o público e ganhasse força no mercado – avalia a diretora e roteirista.

Essa era uma das metas do cineasta, que, ao longo de sete décadas, transitou entre a sétima arte e a TV. “Roberto Farias – Memórias de um cineasta” é produzido por Mariana Marinho da Dona Rosa Filmes, em coprodução com Globo Filmes, Globonews e Canal Brasil.

–  Depois que meu pai morreu decidi fazer esse filme para manter viva a memória dele e deixar um registro para o público sobre sua trajetória na história do cinema brasileiro – arremata Marise.

E, pelo jeito, o documentário tem tudo para fazer valer uma das marcas do diretor: tocar o coração do público.

Roberto Farias dirige Roberto Carlos em 1967, numa cena de “Roberto Carlos em ritmo de aventura”

 

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